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Fernando Negreiros de PAIVAIdade: 61 anos19442005

Nome
Fernando Negreiros de PAIVA
Nomes
Fernando Negreiros de
Sobrenome
PAIVA
Prefixo do nome
Padre
Nascimento 7 Julho 1944 62 22

Falecimento do paiJosé Capistrano de PAIVA
23 Outubro 1962 (Idade 18 anos)

Falecimento de uma avó maternaMaria de Jesus NOGUEIRA
11 Junho 1965 (Idade 20 anos)
Falecimento de um avô maternoSebastião Crisóstomo de NEGREIROS
23 Março 1976 (Idade 31 anos)
Falecimento da mãeMaria Isabel Nogueira de NEGREIROS
30 Maio 2005 (Idade 60 anos)
Sepultamento da mãeMaria Isabel Nogueira de NEGREIROS
1 Junho 2005 (Idade 60 anos)
Falecimento 4 Setembro 2005 (Idade 61 anos)

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Nota

http://www.loreto.org.br/out2005_falecimento.asp

Falecimento do Pe. Fernando Negreiros de Paiva |OUTUBRO

Acometido por mal súbito faleceu no dia 04 de setembro, Pe. Fernando Negreiros de Paiva.

De fala mansa, sua qualidade característica era a bondade. Pe. Fernando, o bom, era o que se ouvia pela Paróquia.

Nasceu em Pouso Alto, sul de Minas Gerais, em 07 de julho de 1944, um dos 18 filhos de Maria Izabel Negreiros de Paiva e José Capistrano de Paiva.

De família muito piedosa acompanhava sempre a mãe à igreja e participava da Missa diariamente. Com 11 anos ingressou no Seminário em Caxambu, aos 17 anos veio para Jacarepaguá, onde fez o Noviciado. Em 1965 foi para Roma, onde estudou Teologia e foi ordenado em 1968. Sua 1® Missa foi na capital italiana, a 2® foi na cidade natal de sua mãe, a cidade de Pinto Negreiros.

Trabalhou em 1970, na Paróquia de Santo Antônio Maria Zaccaria, no Tanque, juntamente com Pe. Ambrósio.

Em 1972 esteve no Rio Grande do Sul e em 1988 na Paróquia de São Paulo Apóstolo, em Copacabana. Em 1989 veio para a Paróquia de N.Sra. de Loreto, até 1992, quando foi chamado para Belo Horizonte, onde permaneceu no serviço da Congregação.

De volta ao Loreto, em 2004, aqui foi incansável no trabalho pastoral e na dedicação aos irmãos, levando sempre uma palavra amiga e de incentivo.

=== Dia 04 de setembro, às 18:40h, nossa comunidade passou por mais um momento difícil, mais uma perda, mais uma despedida.

Pe. Fernando, homem simples, humano e dedicado ao seu ministério apostólico, dava-se sem medidas, não existia hora do dia e da noite em que ele não estivesse disponível para quem solicitasse seu atendimento.

Ele nos ensinou muito como Barnabita, a viver a pobreza e a vida de oração. Desprendido, despojado ao extremo. Tudo que possuía era também do próximo. Sua simplicidade não era falta de cultura, muito pelo contrário, pois além dos seus estudos de Filosofia e Teologia feitos na Itália, era também pedagogo e falava fluentemente o italiano, o francês e o latim. Daí podemos perceber que era um homem culto.

Pe. Fernando foi meu formador no Seminário, juntamente com Pe. Luiz Fernando e outros. Nosso professor de latim e francês, posso dizer do fundo do meu coração, que de todos os meus confrades barnabitas, ninguém viveu ou vive a pobreza, com tanta intensidade como ele a viveu.

Foi amigo dos pobres, sem medida. Quantas vezes foi incompreendido por causa das suas atitudes. Algumas vezes tirava de casa para dar aos outros. Sempre com um sorriso sereno e um olhar confiante na Providência Divina.

Onde estava, havia sempre pessoas privilegiadas. Pedia sempre para que as pessoas fizessem o bem pelo próximo. �s vezes até "desobedecia" aos seus superiores para proteger os empobrecidos. Devotíssimo de Nossa Senhora, acompanhava os casais das equipes de Nossa Senhora.

Confesso que no dia em que fui com os seminaristas arrumar o seu quarto, vimos o exemplo de um barnabita pobre para os pobres.

No dia 04 de setembro, Pe. Fernando subia para a igreja de N. Sra. da Penna, com a intenção de concelebrar com Pe. Henrique, mas neste dia, Nosso Senhor tinha reservado para ele, não a subida à Penna, mas a subida ao céu, portanto, não foi Pe. Fernando que subiu à Penna, mas Nossa Senhora da Penna que veio até ele, para levá-lo ao céu.

Que Deus seja louvado, irmão, por tudo que fez por nós e por todos aqueles que Deus lhe confiou.

Fino a quando eu viver você estará presente no meu coração e nas minhas orações.

Pe. Francisco

A Missa de corpo presente celebrada no dia 05 de setembro foi presidida por Dom Assis Lopes e concelebrada por: Pe. Giovanni Maria Villas, Superior Geral da Congregação Barnabita, Pe. Victor, Superior da Província Centro-Sul, Monsenhor Gilson, Vigário Episcopal, Pe. Francisco, Pároco, Pe. Sebastião Noronha Cintra, Reitor do Colégio Zaccaria, Pe. João Parreira, Pe. Fernando Capra, Pe. Miquelito, Pe. Manuel, barnabitas; Pe. Jan, Pe. Roberto, Pe. Adilson, Pe. Henrique, da 3® Região.

Pe. Victor pediu as bênçãos de Dom Assis e a permissão de seu Superior Geral,e agradeceu a presença de todos à celebração. Falou que: "A figura de Pe. Fernando Negreiros é como a do servo fiel e prudente que Deus enviou para nossa comunidade e para tantas outras em que serviu na sua vida de sacerdote e religioso.

Contemplando a pessoa do Pe. Fernando o que mais nos chama a atenção, em primeiro lugar era a sua fé e piedade. Muitas vezes eu estimulava Pe. Fernando dizendo que ele precisava crescer mais, ao que ele respondia que o Mestre disse que devemos nos tornar como as crianças, para entrar no Reino de Deus.

Ele teve muitas tarefas de responsabilidade: foi formador de outros padres e a quantos ele ensinou. Foi religioso e sacerdote. A simplicidade sempre foi sua maior característica. Nunca quis aparecer e nos encaminhava orientando para nossas necessidades espirituais.

A segunda característica era a de servir ao Senhor e aos irmãos e à comunidade religiosa e apostólica. Não sabia dizer não a ninguém . Certa vez assumiu dois compromissos ao mesmo tempo e preferiu desagradar aos dois, não inventou nenhuma desculpa, para não demonstrar nenhuma preferência.

A terceira característica era a humildade. Podemos ser simples, mas não humildes. Uma vez recorri ao Pe. Fernando e ele respondeu : Peça o que precisar que darei o melhor de mim.

Era disponível para servir a Deus desde a juventude quando fez seus primeiros votos de pobreza, obediência e castidade.

Mas por que agora, Senhor, subindo à Igreja da Penna ?

Jesus nos responde:

Eu sou a ressurreição e a vida! Que sejam estas palavras que iluminem a nossa tristeza. Não somente a solidariedade, a afetividade, mas também a fé deste santo sacerdote. A Missão essencial do sacerdote é aquela de anunciar o Reino de Deus e este é o somatório de sua vida. Se a leitura do Evangelho terminasse no caixão seríamos as mais infelizes das criaturas, já dizia o Apóstolo Paulo: "E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé".

Pe. Fernando foi o servo bom e fiel.

Jesus chorou a morte de Lázaro. Nossas lágrimas são de agradecimento por tudo que Pe. Fernando foi para nós, que tivemos a graça de conviver com ele."

Dom Assis retomando a celebração cantou com a assembléia: Com minha mãe estarei e abençoou o corpo, juntamente com todos os outros sacerdotes.

Após a celebração Pe. Francisco muito emocionado agradeceu ao Pe. Fernando toda sua disponibilidade e serviço à nossa paróquia. Uma espontânea salva de palmas saudou pela última vez, homenageando nosso bom Pe. Fernando Negreiros.

Encerrando a Missa todos cantaram: "Prova de amor maior não há do que doar a vida a seu irmão"

Após a bênção final uma grande emoção tomou conta de todos, o caixão foi fechado e o féretro foi em direção ao Cemitério São João Batista, onde foi sepultado no mausoléu da Congregação.

Nosso pesar à Congregação dos Clérigos Regulares de São Paulo e aos familiares de Pe. Fernando Negreiros. Nossa gratidão pelo seu trabalho e dedicação. Pe. Fernando foi exemplo de fé, piedade e dedicação ao Cristo e à sua Igreja.

O Senhor é meu Pastor, nada me faltará.

Pe. Fernando, a saudade que o senhor deixou, só o amor de Deus e o tempo poderão amenizar. Esquecê-lo? Jamais!! Pois como poderei esquecer daquele sorriso festivo e daquele olhar sincero que só o senhor possuía. Como esquecer daquele homem que verdadeiramente, abria o coração junto com os seus braços, em um carinho paternal sem igual.

Sabe Pe. Fernando, muitas vezes eu disse que não conhecia amor de pai, mas após conhecê-lo e tê-lo como membro, especialíssimo entre os que Deus escolheu para o meu convívio, percebi que o senhor conseguia suprir esse carinho e esse amor que a mim faltava.

Meu Deus, só tenho a lhe agradecer, pois poucos têm o privilégio de conhecer pessoas como o Padre Fernando, e esse privilégio o Senhor me deu. Obrigada Pe. Fernando, por ter estado comigo nos momentos difíceis onde só o senhor sabia transmitir o amor de Jesus por mim, e obrigada pelo senhor ter sido quem o senhor foi.

Pe. Fernando, tenho certeza que Deus tem um jardim no céu e que o senhor foi para enfeitá-lo, pois o senhor com certeza, é a flor mais perfumada dos jardins do Criador.

Menino Fernando, alma pura, gestos extremos de bondade, humildade, respeito pelo outro e acima de tudo, amor pela Palavra de Deus que o senhor transmitiu a todos com plenitude. Pe. Fernando, sua alma atravessou as águas que não têm substância como falou Santo Agostinho, para se encontrar com o Eterno Pai. Sua marca jamais sairá do meu coração e da minha vida. O difícil será não ver mais o seu sorriso e não ter mais a certeza de que tenho um amigo que sabia, como ninguém secar minhas lágrimas.

Pe. Fernando, minha alma chora a sua falta , mas o que me conforta é a certeza de que um dia iremos nos reencontrar nesse mesmo jardim onde Deus plantou, no dia 04 de setembro de 2005, uma das mais belas rosas que já existiram na face da terra e que Ele com certeza, está muito feliz em recebê-lo de volta.

Tenho certeza que toda a paróquia do Loreto chora a sua saudade, porém com a mesma certeza de um dia em que todos nós iremos nos encontrar.

Ã?ris - Leigos de S. Paulo

Carta do Sertão

Queridos irmãos, No domingo, dia 04 de setembro p.p., quando da celebração da Santa Missa aqui na Capela São Sebastião do Sertão, para sermos mais precisos, no momento em que o celebrante (Pe Francisco) distribuía a Eucaristia aos fiéis, recebíamos a notícia da partida do Pe Fernando. Naquele momento ficamos sem saber como agir, pois o inesperado nos destabilizou por completo. Os que trouxeram a notícia, guardaram sigilo ao nosso pároco e vieram apanhá-lo imediatamente após a Missa, porém, os que permaneceram na Capela ficaram com um misto de incredulidade, de incerteza, surpresa e sofrimento. Nossos atos eram impensados pelo impacto da notícia. Todos se reuniram e contritamente rezaram um terço pela alma do nosso padre.

Hoje, sofridos mas já reconstituídos, podemos aqui, através do nosso jornal O MENSAGEIRO, fazermos uma reflexão para rever a pessoa de nosso querido amigo e o que de bom ele deixou para nós todos.

Sua personalidade forte mas muito mansa transmitia-nos aquela paz que cabe aos bons pastores. Sua voz macia, mas firme, sabia falar a linguagem do povo simples enfocando os pontos a serem tocados com o entendimento daquele que sabe o que diz.

Quantas vezes era chamado para resolver problemas, consolar ou simplesmente visitar alguém, comer aquela comidinha que ele tanto apreciava, seja em que lugar fosse, lá estava o Pe. Fernando pronto, de pé, partindo para sua missão. Fosse casamento, batizado, aniversário ou falecimento de alguém, lá estava ele, pois a sua missão era servir.

Por todos os lugares por onde passou, em todas as comunidades onde viveu, só lembranças de paz e concórdia dele podemos ter.

Mexendo na terra, cuidando das galinhas, ou celebrando a Santa Missa, oficializando casamentos e batizados, aquele homem simples e grandioso ao mesmo tempo, se colocava a serviço de sua gente, de sua Igreja.

Agora ele se foi para a casa do Pai.

Fica entre nós um vazio dolorido e profundo. Nosso amigo deixou saudades.

Mas o que fazer para preencher este vazio? Chorar, se lastimar, entregar os pontos? Não, sua lição de vida não pode ser desperdiçada inutilmente. Sua meta foi cumprida. Resta-nos acolher suas palavras e trabalhar para a messe. Arregaçar as mangas e cumprir a nossa missão de cristãos e batizados. Não desanimar; plantar para colher.

Nossa Capela ainda precisa de muitos operários; nossa comunidade não é tão grande mas o trabalho, sim. Se nós não nos sentirmos responsáveis por cada um, será em vão todo o exemplo dado até aqui. Façamos uma reflexão sobre nossa meta, a responsabilidade pode estar a cargo de poucos, mas o empenho deve ser de todos.

Só assim poderemos fazer jus à nossa missão de cristãos.

Não cedamos ao inimigo, pois aí está a brecha que ele quer. Façamos a nossa parte com empenho e ânimo como o padre tão bem nos ensinou. Uma comunidade unida e forte realiza milagres.

Crescendo na fé, instruindo-se, participando dos acontecimentos, interessando-se uns pelos outros, dando-se as mãos no trabalho e na alegria, seremos fortes.

Só assim, podermos dizer que: a passagem do Pe. Fernando, entre nós, valeu a pena!!!

Nelson & Teresa

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